Cúpula da UE quer reformular FMI
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sábado, 08 de novembro de 2008
<br> Agência Estado 
Paris Os 27 chefes de Estado e de governo da União Européia (UE) chegaram ontem à tarde, em Bruxelas, a um acordo sobre cinco propostas de reforma do sistema financeiro internacional. As proposições, que incluem a criação de colégios globais de supervisão de bancos, companhias seguradoras, agências de notação, hedge funds e paraísos fiscais e a reformulação completa do Fundo Monetário Internacional (FMI), serão levadas à mesa, hoje na reunião do G20 financeiro, que se realiza em São Paulo. Caso haja acordo, elas serão discutidas na Cúpula de Washington, em 15 de novembro.
''O novo sistema financeiro internacional deve ser fundado sobre os princípios da transparência e da responsabilidade'', informa o documento, assinado pelos líderes políticos da UE. Nesse sentido, ''a cúpula internacional de 15 de novembro deve ser o evento fundador da reforma do sistema financeiro internacional'', com ''decisões reais e rápidas''.
As medidas foram acordadas após três horas e meia de discussões e são, em linhas gerais, as adotadas pela Europa em sua última Cúpula da UE, em 15 e 16 de outubro. A proposta de maior impacto prevê a criação de colégios globais de supervisores, que permitirão a troca de informações entre os dirigentes das instituições nacionais, como os bancos centrais. Já a supervisão de agências de notação deve passar a ser feita pelos comitês de valores mobiliários de cada país.
A idéia da proposta da UE é que nenhuma instituição, mercado ou país escape da regulação e da supervisão internacionais. Para tanto, as autoridades nacionais disporão de novas ferramentas de controle das operações de bancos, hedge funds e companhias de seguros, mesmo em paraísos fiscais. Uma dessas ferramentas seriam os balanços mais transparentes, obtidos com o fim da regra do ''valor justo'', que permite a atualização do valor da compra de ativos a cada balanço trimestral de uma empresa.


