Cupom de supermercado esconde 38% de imposto
A empresária Marilene Bueno fez uma compra de R$ 159,53 na última terça-feira num supermercado do Centro de Londrina. Ela liberou seu cupom fiscal para que a reportagem da FOLHA calculasse o valor de impostos sobre os produtos adquiridos. A conta foi feita com base numa tabela do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).
Antes de a FOLHA ter feito o cálculo, ela havia declarado que não ficaria surpresa. ''Nós temos uma carga tributária muito alta. Vai dar uns 30% de imposto'', apostou. Mas a empresária chutou baixo. Dos R$ 159,53 do total da compra, R$ 61,37 se referem a impostos, ou seja 38,43%.
''Acho que subestimei o imposto do vinho'', disse Marilene depois de saber o resultado da conta. E ela está certa. Dos 43 itens que adquiriu, o vinho é o que mais esconde imposto: 54,73%. A empresária comprou duas garrafas da bebida a um preço total de R$ 39 e pagou mais de R$ 21 de impostos.
Já tendo morado nos Estados Unidos, ela diz que lá tudo é diferente. ''Os preços dos produtos são expostos sem impostos. A gente paga o imposto no caixa, que é o mesmo para todos os produtos'', afirma. Marilene gostaria que no Brasil também fosse assim. ''A gente tem o direito de saber exatamente o que está pagando'', declara.
Segundo a tabela do IBPT, o produto com maior carga tributária no País é a cachaça (81,87%) e o que tem a menor é a batata (11,22%). Confira mais informações no site da entidade: www.ibpt.com.br. (N.B.)





