Cultura prefere regiões com clima quente e seco
Andre Luiz Medeiros Ramos, engenheiro florestal do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), explica que somente as regiões Norte e Noroeste do Estado são aptas para a produção de seringueira. O especialista afirma que a cultura tem preferência por regiões de clima quente e seco. Ele completa que a cadeia proporciona bons rendimentos aos produtores em localidades que possuem um clima semelhante ao do estado de São Paulo, maior produtor de látex do País.
Segundo Ramos, o maior gargalo que o setor começará a enfrentar a partir de agora é a falta de viveiros de mudas de seringueira. "O desenvolvimento de uma muda pode demorar até um ano e meio. Além disso, o seu custo é alto, em torno de R$ 6 a unidade", explica o especialista. Para dar início ao projeto que será executado pela Cocamar, Ramos salienta que é necessário, primeiramente, construir um local para cultivar essas mudas. "Sem a instalação desse espaço, a implantação do projeto poderá ser prejudicada", completa.
Quanto ao treinamento oferecidos aos técnicos da cooperativa, Ramos salienta que já está sendo discutido como acontecerá a capacitação dos funcionários da Cocamar, mas ainda nada foi definido entre as entidades. (R.M.)





