Gillian Tett
do ‘Financial Times’
A onda de fusões que toma o mercado de bancos japoneses promete mudar parte da cultura corporativa do setor. Funcionários do Banco Industrial do Japão, do Daí-Ichi Kangyo Bank e do Fuji Bank integram 20 comitês criados para discutir a estratégia de fusão entre os três.
A história das fusões de bancos japoneses é marcada por muitas consultas e poucas decisões rápidas. O Daí-Ichi Kangyo Bank, criado pela união de dois bancos em 1971, precisou de quase uma década para se acertar e terminou colando operações, em vez de eliminar as sobreposições. ‘‘Agora precisamos de decisões rápidas e de flexibilidade’’, disse Masao Nishimura, presidente do Banco Industrial do Japão.
Os bancos planejam criar três companhias inteiramente novas em 2002, que se concentrarão em operações de varejo bancário, investimentos e atendimento a empresas, todas elas operando sob um único executivo. ‘‘Queremos metas claras de retorno sobre o capital’’, disse Yoshiro Yamamoto, presidente do Fuji Bank.
Uma decisão unânime é se equiparar aos concorrentes estrangeiros em relação à tecnologia da informação. Eles planejam usar sua base de capital para aumentar os investimentos em tecnologia para US$ 1,4 bilhão ao ano. Há acordo também quanto a cortes de custos e redução de pessoal.
Uma das últimas notícias sobre fusão no setor foi o acordo firmado entre o Sumitomo e o Sakura, que somarão ativos da ordem de US$ 925 bilhões. Os bancos também integram uma maratona de discussões.
Na opinião de Takusu Takagaki, presidente do Banco de Tóquio-Mitsubishi, está na hora de mudar o estilo de negociar. ‘‘Esse realinhamento significa que temos de começar a competir.’’

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