Cultivar variedades diferentes reduz risco
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terça-feira, 29 de janeiro de 2019
Fábio Galiotto <br> Reportagem Local 
Profissionalizar a produção de feijão no Paraná e no País é a garantia de receita para os agricultores, sejam pequenos ou grandes. A opinião é do presidente do Ibrafe (Instituto Brasileiro do Feijão e dos Pulses), Marcelo Luders, que afirma que é possível diminuir os efeitos do clima por meio da diversificação das variedades plantadas e pela maior atenção às necessidades do mercado nacional e internacional.
"Os grandes produtores, que têm uma área maior, podem plantar o feijão vermelho, o rajado e outros, em uma proporção de 50% para o carioca e 50% para outros", diz.
Luders considera que o pequeno agricultor também tem essa possibilidade, mas com um cuidado maior. Ele cita um interesse maior de cozinheiros renomados e do mercado internacional por variedades de feijão e de pulses (sementes secas comestíveis de leguminosas como ervilhas, lentilhas e grão de bico). "Há uma abertura maior hoje para a diversificação da produção e também no consumo. Se o feijão vermelho é caro no País é porque temos pouco", diz. "O Brasil tem despertado interesse mundial para essa produção, porque tem melhores condições para produzir e há menor impacto no meio ambiente do que outras", completa.
Ele cita que o Brasil bateu recorde de exportação de feijão e pulses em 2018, ao passar a barreira de 160 mil toneladas. Porém, lembra que o consumo da variedade carioca, ou de cor, é restrita ao País. "A grande barreira que temos é o baixo investimento na pesquisa de variedades novas, porque os únicos que fazem são os órgãos públicos, porque o uso de semente pirata inviabiliza a remuneração dessa pesquisa. O produtor precisa entender que a pirataria é um tiro no pé", explica Luders. (F.G.)


