O foco que as propagandas de venda de veículos novos davam para o valor da parcela do financiamento foi o ponto de partida para a discussão que levou à elaboração do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado ontem pelas montadoras e importadores de carros. ''Tudo começou com o debate sobre a venda de carros com base no valor da parcela'', conta o promotor Maximiliano Deliberador, do Ministério Público do Paraná.
Para que o TAC pudesse ser assinado ontem, foram mais de cem horas de reuniões e debates para que se chegasse a um consenso. Para o porta-voz das montadoras, Henrique Mendes Araújo, essa é uma preocupação das empresas também. ''É nosso interesse também que o consumidor saia de casa para comprar o carro de forma consciente. Porque se ele compra sem ter condições de pagar aumenta o nosso risco também'', destaca.
Para o procurador-geral de Justiça do Paraná, Olympio de Sá Sotto Maior Neto, essa característica do termo poderá levar essa iniciativa a outros setores econômicos. ''A tendência é que se amplie para outras áreas para evitar uma publicidade que leve à inadimplência'', destaca. A veiculação de informações incompletas sobre as condições de pagamento, avalia, faz com que a decisão do consumidor seja prejudicada. ''Ele pensa no valor da parcela, mas não percebe os custos embutidos, os balões, taxas, que encarecem a compra'', completa Deliberador. (R.C.F.)

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