Antes com baixa procura, o álcool gel foi alçado à condição de produto de primeira necessidade pela população no combate ao vírus H1N1. Para suprir a demanda, as indústrias intensificaram a produção e as farmácias de manipulação passaram a oferecer o produto. Os especialistas reforçam que, independente de ser líquido ou gel, o único que tem ação bactericida é o álcool a 70 graus. O gel, no entanto, é mais indicado por ser mais seguro e por ressecar menos a pele. ‘‘O gel e o líquido são igualmente inflamáveis, a diferença é que o gel esparrama menos e, portanto, é mais seguro para ser usado no dia a dia’’, explica a farmacêutica Lucimara Dal Col Bertoli, proprietária da rede de farmácias de manipulção Phloraceae.
  Há menos de um mês, a empresa passou a produzir álcool gel a 70 graus para atender a demanda. Até então, o item era manipulado somente para uso interno dos funcionários. Também há opções com aloe vera, que ameniza o ressecamento da pele provocado pelo álcool. Segundo Lucimara, o álcool comum, adquirido geralmente para limpeza, não tem ação bactericida. Mas mais do que usar álcool, a população deve se preocupar em
lavar as mãos com frequência - e corretamente - para evitar a disseminação do vírus da gripe. ‘‘Nada substitui a água e o sabão. É um procedimento barato e eficaz’’, defende a pediatra infectologista Jaqueline Dario Capobiango. Ela ressalta que o álcool a 70 graus é indicado para desinfectar as mãos, mas deve ser usado somente em locais onde não tem pia e torneira. Ou então, depois de lavar as mãos em água corrente.


É produzido a partir da mistura de álcool absoluto com água purificada; para atingir o estado semissólido (gel) é utilizada uma substância chamada carbômero


O mais indicado é usar qualquer tipo de sabão ou sabonete desde que
seja líquido (os produtos em barra são meios de cultura de bactérias) e para enxugar, papel toalha


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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