Cuidado redobrado pode evitar ataque de vírus
Ler e apagar e-mails que não interessam podem ser considerados um importúnio menor se comparado a uma ameaça tradicionalmente aliada à prática do spam: a disseminação de vírus por meio das mensagens eletrônicas. Disfarçados como anúncios comerciais comuns, arquivos embutidos na mensagem podem trazer danos graves ao computador do usuário.
Uma tática comum entre os criadores de vírus é associar sua mensagem a temas de interesse dos usuários. Um suposto anúncio de um site erótico pode oferecer aos internautas a chance de ver fotos de alguma celebridade nua, por exemplo. Ao tentar abrir o arquivo anexo com as fotos, o usuário pode estar na verdade ativando o vírus.
Alguns vírus não necessitam nem ter seus arquivos anexos abertos para se propagarem. ''Esses vírus utilizam algumas vulnerabilidades encontradas em navegadores, especialmente no Outlook Express (gerenciador de e-mail da Microsoft que é o mais utilizado no mundo). Entretanto, essas vulnerabilidades já foram corrigidas há cerca de dois anos, e atualmente a maioria dos internautas já possuem as versões corrigidas'', explica Giordani Rodrigues, editor do Infoguerra.
Algumas dessas pragas virtuais escolhem modos inusitados para garantir sua propagação. Alguns tipos de vírus verificam o catálogo de endereços de seu computador hospedeiro e se auto-enviam para todos os contatos do usuário infectado. O assunto do e-mail geralmente tenta chamar a atenção do internauta: é o caso do vírus I Love You, que vinha com declarações de amor em seu cabeçalho.
Já uma nova praga, o vírus Lovgate, utiliza uma técnica ainda mais insidiosa: ele responde automaticamente aos e-mails que chegam ao usuário infectado, anexando uma cópia de si mesmo na resposta. A artimanha é suficiente para confundir o destinatário, que pensa tratar-se da resposta ao e-mail mandado anteriormente. (R.S.)





