O piscicultor João Roberto Weber, de Corbélia, distrito de Cafelândia, iniciou sua parceria com a Copacol com 6 mil juvenis, hoje sua produção é de 24 mil por ciclo. Em 4 mil metros quadrados de lâmina d'água ele produz 16 toneladas, recebendo entre R$ 0,70 e R$ 0,80 centavos por quilo. Weber destaca que a alma do negócio é cuidar bem da produção. ''Quem faz isso tem lucro garantido.''
Flávio Turra, gerente técnico e econômico da Ocepar, afirma que a iniciativa da Copacol ajudou a organizar o mercado. ''A cooperativa dá uma garantia de escoamento de produção, além de todo o suporte necessário oferecido para o piscicultor. Foi uma mudança significativa no setor'', afirma.
Turra completa que o cooperativismo na produção e processamento de peixe é o futuro do setor. Questionado sobre a ampliação da atividade com a participação de novas cooperativas, Turra diz que a possibilidade existe mas ainda é precoce fazer avaliações. Ele completa que uma das vantagens da cooperativa é que o sistema utilizado na logística do peixe é a mesma do frango, no que se refere ao transporte. Por isso, a adesão ao sistema não é difícil.
Valter Pitol, presidente da Copacol, diz que a cooperativa tem infraestrutura consolidada, integra 4,7 mil cooperados de vários setores e emprega 6,5 mil funcionários. Cerca de 3% da produção da cooperativa é de peixe. Neste ano, a cooperativa deve faturar, ao todo, cerca de R$ 1,12 bilhões, R$ 183 milhões a mais do que 2010. (R.M.)

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