Ao sair para as compras de Natal, bom senso nunca é demais. Nesta época do ano, existem três tipos de pressões que podem fazer sucumbir qualquer planejamento financeiro, comenta o professor Antônio Zotarelli, da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Os dois primeiros são as pressões do consumo e do crédito fácil. A terceira é resultado desta relação: a pressão do endividamento.
Por isso, antes de decidir gastar, o professor recomenda passar a compra pelo filtro econômico: o que se está comprando é necessidade ou capricho? Levados pelo consumismo da data comemorativa, muitas pessoas podem acabar endividadas depois do Natal. ''Segundo o Ipea, 37,8% das famílias endividadas não têm como pagar as dívidas'', observa Zotarelli.
Já o professor Charles Vezozzo utiliza o método dos 3 Ps para ajudar as pessoas a avaliarem se estão fazendo uma boa compra: Por que estou comprando isto? Eu Posso comprar isto? Eu Preciso comprar isto? ''Quantas vezes, depois do Natal, não percebemos que compramos mais do que precisaríamos?'', questiona o consultor.
Zotarelli alerta ainda para não tomar o 13º como ''fator de alavancagem''. ''Ou seja, em função do dinheiro extra que vai entrar, assumir uma dívida por 24 meses, por exemplo.'' Por fim, compre à vista. Esta é outra dica que deve ser levada sempre em mente.
Ao receber o 13º salário, o trabalhador também não pode se esquecer de que o início do ano sempre vem acompanhado de despesas extras como IPVA, IPTU, matrícula das crianças e material escolar. Vezozzo conclui que a renda extra ajuda, e muito, nesta época. (M.F.C.)

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