Cuidado com presentes e sorteios
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sexta-feira, 09 de maio de 2003
Agência Estado 
São Paulo - Prêmios, brindes, presentes e participação em sorteios são chamarizes cada vez mais adotados pelas instituições financeiras em seus serviços bancários para atrair os consumidores. Ganhar bonificações por usar o que, em geral, já é necessário é uma oferta sedutora. No entanto, a má notícia é que na maioria das vezes, o custo é repassado ao próprio cliente. Mesmo que isso não ocorra, grande parte desses mimos pode não ter nenhuma utilidade e conquistar o cliente apenas pelo encantamento psicológico que proporciona, comenta Márcia Dessen, diretora do Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF).
É importante que o usuário não se deixe seduzir pelas premiações e continue avaliando o custo em relação ao benefício principal oferecido pelo que adquire. Para comparar mais adequadamente os produtos, os clientes devem esquecer essas bonificações, exceto quando sejam o único diferencial na escolha entre duas instituições, diz Mauro Halfeld, professor de Finanças da Universidade Federal do Paraná.
O diretor de Seguros do Citibank, Umberto Fabbri, explica que existem presentes como bolsas de couro, passagens aéreas, aparelhos domésticos, entre outros, e mimos como chocolates e CDs. Há também produtos que permitem a colaboração com entidades sociais e outros que buscam criar necessidades nos clientes. ''Um seguro de viagem pode deixar o cliente tão tranquilo fora do País que fará com que, na próxima viagem, ele procure o produto para sentir a mesma segurança.''
Entre os serviços bancários, seguros e cartões de crédito são os que mais se valem dessa abordagem. A diversidade é grande, vão desde assistência 24 horas de serviços domésticos, participação em sorteios de todo tipo, acesso à sala VIP em aeroporto até bichinhos de pelúcia.
A gerente executiva de Varejo do Banco do Brasil, Cristina Santos, comenta que se deve ter atenção também ao relacionamento com o banco escolhido, além do prêmio. ''Essa relação é de longo prazo, portanto um presente pode ser bom no momento, mas pode não valer a pena se o serviço não for condizente com o esperado.''
Para a superintendente-executiva de Marketing do banco, Cláudia Pagnani, ''quando o serviço ou o produto é bom e barato, não precisa haver brinde para estimular seu consumo.'' O banco não distribui mimos aos clientes.


