Cuidado com 'juro de tolo'
Cuidado com juro de tolo
Consumidor que vai comprar um bem durável a prazo não deve prestar atenção apenas nas taxas de juros. Precisa levar em conta também o preço à vista. Se esse for maior, a vantagem do juro menor pode ser só aparente.
Suponha que uma geladeira custe R$ 1.000 à vista e, a um juro mensal de 6%, seja financiada em 12 prestações de R$ 119,28 (sem considerar IOF etc.). O consumidor pagará prestação idêntica em 12 vezes, mesmo com juro de 4% ao mês, se a geladeira custar R$ 1.120 à vista.
Na hipótese de um preço à vista um pouco maior, de R$ 1.200, a prestação seria de R$ 127,86 num plano de 12 vezes, mesmo com juro de 4% ao mês. Daí a importância de uma pesquisa de preços antes de entrar num crediário. O valor da prestação depende não só dos juros e do prazo, mas também do preço à vista sobre o qual a taxa é calculada.
Muitas lojas, alerta Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), informam de forma errada os juros embutidos. Para piorar, pesquisas da Anefac com consumidores têm mostrado que a quase totalidade não sabe calcular juros. Mesmo quem se diz entendido em cálculo pode se equivocar. Um erro comum, conhecido como juro dos tolos, é fazer o cálculo apenas comparando o valor à vista com o total a prazo.





