Análises realizadas em amostras de carne assada, comercializadas na seção de pratos prontos (rotisserie) de um supermercado de médio porte na cidade de São Paulo, revelaram a presença de microorganismos em quantidades acima das recomendadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Das sete amostras estudadas pela nutricionista Cristina Cleto Barboza Garcia, cinco estavam fora do padrão.
  Apesar de não haver detectado a presença de bactérias patogênicas (que causam doenças), a pesquisa serve de alerta aos donos de supermercados para a necessidade de preparar e treinar o funcionário que vai manipular o alimento. ‘‘Além disso, tanto o local de preparo, como o de venda, devem estar de acordo com a legislação sanitária’’, explica a
pesquisadora.
  As análises foram realizadas em um laboratório credenciado pelos Ministérios da Saúde e da Agricultura. No total, 32 amostras de pratos prontos como arroz, feijão, massas e carnes passaram pelos testes. O alimento que mais apresentou problemas tinha como base a carne assada.
  A pesquisadora aponta a causa como sendo a falta de cuidado no preparo, na manipulação e exposição dos alimentos. Na rotisserie, os pratos prontos ficavam expostos à temperatura ambiente por um período de até 9 horas. ‘‘Uma das opções para este tipo de serviço é deixar os alimentos expostos em balcão com temperatura de segurança: pode ser balcão refrigerado ou térmico’’, diz.
  A pesquisadora alerta que os serviços de rotisserie têm crescido nos últimos anos e que os supermercados com certeza se adaptarão a essa nova necessidade do consumidor. ‘‘Hoje em dia muitos supermercados aqui no Brasil já apresentam em seu layout um espaço apropriado para o serviço, por causa do aumento da procura dos con-sumidores’’, diz.

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