Cuba quer adotar lei trabalhista do Brasil
Em processo de abertura ao capital estrangeiro, o governo socialista de Cuba agora quer importar as cláusulas da legislação trabalhista brasileira - com interesse particular no modelo de negociação coletiva. Na semana passada, técnicos do Ministério do Trabalho estiveram no País para assinar um protocolo de cooperação técnica. A iniciativa intrigou a maior central do Brasil, a CUT (Central Única dos Trabalhadores).
O vice-presidente da entidade, João Vaccari Neto, disse que irá alertar os cubanos sobre os problemas que existem na legislação, como, por exemplo, o poder normativo da Justiça do Trabalho e o caráter individualista da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Nosso modelo atual é muito ineficiente e vamos apontar os defeitos, disse o sindicalista. Recentemente, o modelo também foi criticado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.
Uma crítica da central é a resistência do próprio governo em negociar, quando se trata de uma campanha salarial de servidores públicos. Os governos não respeitam o princípio da negociação e ainda colocam obstáculos na discussão em relação às empresas estatais, disse. O secretário-executivo do ministério, Antônio Anastasia, disse que Cuba está se preparando para uma nova realidade, já que está crescendo a participação do capital estrangeiro na economia. No país, o setor privado atua em parceria com o governo. São as chamadas empresas mistas, formadas principalmente com ajuda do capital italiano, espanhol e canadense.





