O Custo Unitário Básico (CUB), índice que calcula o custo da construção civil e define boa parte dos reajustes da casa própria, apresentou uma variação de 0,49% no mês de fevereiro em relação ao mês anterior, no Estado. O percentual ficou acima da inflação, que fechou em 0,43% no mesmo período. Se comparado com a variação nacional, o CUB paranaense teve um percentual menor. O IBGE calcula que o CUB nacional ficou 0,62% maior em fevereiro.
O Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) diz que o aumento foi pressionado pelo reajuste no preço dos materiais de construção. Eles registraram a maior alta dos últimos seis meses, o que dá uma variação média de 1%. A mão-de-obra teve um aumento de 2,36% no mês de janeiro, mas retornou a um comportamento estável em fevereiro. O índice foi de 0,03%.
Entre os materiais de construção, as ferragens foram as que mais encareceram. O reajuste foi de 12%. O laminado de fórmica teve alta de 10%. Dos 40 principais produtos usados numa obra, 16 se mantiveram estáveis, enquanto 11 itens tiveram deflação. O restante subiu.
Pela pesquisa do Sinduscon, a variação acumulada do custo da construção é de 10,1% em 12 meses. O IGP-M atingiu 8,65% no período. Se a comparação for feita desde o início do Plano Real, o CUB está dois pontos percentuais mais baixo que a inflação. A inflação acumulada desde julho de 1994 é de 49,79%. (C.M.)

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