CTNBio libera 2 variedades de milho transgênico
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Das agências 
Brasília A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou ontem a liberação comercial de duas variedades de milho geneticamente modificado e uma de algodão, além de uma vacina contra infecção intestinal de aves. O primeiro item da pauta, uma variedade de arroz geneticamente modificado, acabou não sendo examinado porque os conselheiros concluíram que o assunto precisaria ser melhor analisado.
A reunião de ontem foi interrompido por um grupo de ativistas do Greenpeace contrários à liberação da produção de arroz transgênico. Eles são contrários ao consumo desses alimentos. O presidente da comissão, Walter Colli, começava a mostrar a relação dos institutos pesquisadores, com seus respectivos processos, quando foi surpreendido por uma ativista que usava uma máscara com o rosto da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, acompanhada por um assessor e outros ativistas vestidos com macacões e máscaras de proteção contra contaminação química. Outros integrantes da entidade seguravam cartazes que diziam: Dilma, veneno no meu prato não.
Eles distribuíram arroz-doce aos membros da CTNBio, para representar o arroz transgênico. O protesto foi, também, direcionado à Dilma Rousseff, que desempenha a função de presidente do Conselho Nacional de Biossegurança, cargo que dá a ela o poder de vetar qualquer pedido da indústria de transgênico para a liberação de novas culturas.
Na véspera do Dia Mundial da Alimentação, precisamos chamar atenção para o risco da produção do arroz transgênico ou qualquer outro tipo de alimento geneticamente modificado no país. Desde que foram liberados, só vimos o aumento do uso de veneno no campo e produtores perdendo dinheiro. O brasileiro não quer veneno no prato!, disse o coordenador da campanha, Rafael Cruz.


