CTNBio inspeciona Iapar e discute biossegurança
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quarta-feira, 24 de junho de 1998
Da Redação 
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) estará em Londrina para visita técnica de inspeção ao Iapar visando a concessão do Certificado de Qualidade em Biossegurança (CQP).
Será feita inspeção às estruturas físicas do Iapar envolvidas em pesquisas com organismos geneticamente modificados - laboratório de Biotecnologia Vegetal, setor de biotecnologia molecular e setor de biologia celular. A visita será no próximo dia 26, sexta-feira, a partir das 8h30.
Às 10 horas, no Centro de Treinamento do Iapar, haverá palestra da técnica Lúcia Fernandes Aleixo, da CNTBio, sobre Regulamentação da Biossegurança no Brasil. Por considerar importante o tema da palestra de Lúcia Aleixo, o Iapar está convidando instituições públicas e privadas interessadas no assunto.
A professora trará informações e experiências sobre a legislação de biossegurança em vigor no País. Lúcia é secretária executiva da Comissão Técnica de Biossegurança do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT).
O tema Biossegurança interessa a todos que trabalham ou pretendam trabalhar com organismos geneticamente modificados, dos laboratórios médicos aos órgãos de defesa do consumidor.
Importante O Diretor Técnico-Científico do Iapar, Rogério Manoel de Lemos Cardoso, destaca a importância da visita da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio): o objetivo é orientar as instituições nacionais de pesquisa sobre o programa de implementação da política de biossegurança.
A CTNBio, ao implantar a política de biossegurança, tem orientado as instituições que, de acordo com a lei 8.974/95, estão credenciadas a trabalhar com organismos geneticamente modificados. A lei tem por objetivo controlar as atividades e produtos originados da engenharia genética dentro do País. A CTNBio foi instituída em junho de 96 e conta com representantes do Ministério de Ciência e Tecnologia, Saúde, Meio Ambiente e representantes das indústrias envolvidas com biotecnologia, órgãos de defesa do consumidor e saúde ocupacional, entre outros.
A quem interessa? Toda atividade relacionada à transferência, manipulação e uso de organismos geneticamente modificados é controlada e deve atender à instruções normativas expedidas pela CTNBio.
A pesquisadora Vânia Moda-Cirino, do Iapar, faz parte da CTNBio. Ela também chama a atenção para importância da palestra de sexta-feira (às 10 horas no CDT/Iapar). O tema interessa a todas as pessoas que futuramente precisarão manipular organismos geneticamente modificados. Entre as áreas citadas estão a de saúde humana e animal. Há hormônios que vêm de órgãos geneticamente modificados.
Produtos (órgãos animais ou plantas transgênicas) geneticamente modificados ou seus derivados (como as vacinas) estão sujeitos à regulamentação da lei. Quem opera nesses setores deve ouvir a palestra da especialista Lúcia Fernandes Aleixo, sugere a pesquisadora Vânia. Ela cita, entre outras áreas de interesse no assunto, as de plantas, animais, laboratórios médicos, saúde ocupacional, meio-ambiente, educação e agroindústrias. O que for tratado na oportunidade interessa até a órgãos de defesa do interesse do consumidor.
Os inspetores do CTNBio são Lúcia Fernandez Aleixo, secretária executivo do órgão; Leda Cristina Mendonça, e o delegado do Ministério da Agricultura designado para o assunto. A pesquisadora do Iapar, Vânia Moda-Cirino também é inspetora (área vegetal) e participa das vistorias às instituições de pesquisa, exceção do Iapar porque trabalha no Instituto. (Informações (043) 376-2454.


