CSN vai produzir aço em Araucária
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em conjunto com a empresa mexicana IMSA Aços Revestidos S/A, vai instalar uma empresa no município de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Ontem, os diretores da CISA - joint venture das duas empresas - assinaram um protocolo de intenção com o governo estadual, comprometendo-se a investir R$ 325 milhões até o ano 2001. A CISA vai produzir diversas variedades de aços galvanizados, que devem atender à indústria de eletrodomésticos (linha branca), construção civil e o segmento automotivo.
A previsão da empresa é começar a operar em dezembro do próximo ano, quando estará pronta a primeira fase do projeto, que prevê três centros industriais em Araucária. O primeiro centro a entrar em operação é o de serviços, que vai fornecer ao mercado aços já fabricados pela CSN e pela IMSA, informa o superintendente do setor de aço da CSN, José Carlos Martins. Com essa política, a CISA pretende conquistar novos clientes, além de estar mais próxima dos atuais.
Para o primeiro trimestre do ano 2001, deve entrar em operação a usina, que na fase de construção vai contratar 1.200 pessoas. Quando pronta, a CISA - que tem a participação de 52% da CSN e 49% da IMSA - terá capacidade produtiva de 440 mil toneladas anuais de aço, sendo 100 mil toneladas de aços laminados a frio, 200 mil de aços galvanizados e galvalume e 140 mil de pré-pintados. A previsão é faturar R$ 438 milhões por ano, 15% do faturamento da CSN, de R$ 3 bilhões.
A usina de Araucária é o terceiro e o maior investimento que a CSN está realizando no País. Os outros dois projetos de expansão estão localizados no Rio de Janeiro (R$ 70 milhões) e no Ceará (R$ 250 milhões). O diretor superintendente da Cisa, Francisco José Lima, informou que a usina no Paraná deverá produzir aços que hoje não fazem parte do mix vendido pela CSN. O galvalume e o aço pré-pintado são hoje importados do exterior, inclusive da IMSA, que vai fornecer essa tecnologia. O aço a ser manufaturado no Paraná virá da CSN.
Lima informou que a empresa escolheu o Paraná, depois de consultar os governos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Segundo ele, foi o governo gaúcho que descartou um apoio à empresa, optando por outro investimento. As melhores condições estavam no Paraná, com a proximidade do Mercosul, mercado que também vamos disputar, comenta, acrescentando que pesou a infra-estrutura. Mesmo fator influenciou a escolha de Araucária, que teria fácil acesso ferroviário e marítimo, além de fornecimento de luz e gás. A indústria vai consumir 25 MW, o equivalente a uma cidade com até 20 mil habitantes.
O diretor da CSN, José Carlos Martins, informou que a empresa recebeu a dilação da cobrança do ICMS (Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviços), por dois anos. Também vai ganhar o terreno e a terraplenagem para a construção. A empresa pretende ainda conseguir financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social) ou de bancos internacionais.Mauro FrassonMegaempreendimentoSuperintendente da CSN, José Carlos Martins, diz que a usina de Araucária é o maior investimento que a CSN está realizando no País. Abaixo, o governador Jaime Lerner assina protocolo de intenção. Governo paranaense ofereceu dilação da cobrança do ICMS por dois anos, terreno e terraplenagem para a obraIsrael Reinstein





