RIO - O presidente do Conselho de Administração da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Benjamin Steinbruch, acredita que o leilão de privatização da Vale do Rio Doce possa acontecer no final da tarde de hoje. Ele disse ontem que o Consórcio Brasil, liderado pela CSN, continuará mobilizado para a realização do leilão.
Steinbruch e outros executivos do consórcio, porém, não irão hoje cedo para a sede da corretora do banco FonteCindam, credenciada pelo Consórcio Brasil para operar no leilão. Ele aposta também na quarta-feira como outra data provável. ‘‘Na sexta-feira não seria bom dia, por causa do feriado, o que passaria para semana que vem’’, afirmou. ‘‘O ministro Kandir, no entanto, disse que até o Dia das Mães o leilão seria realizado, o que seria um prazo maior’’.
Sobre a definição das empresas participantes e o percentual de participação acionária, o presidente do conselho da CSN informou que isto só ocorrerá antes do leilão. Segundo ele, até lá podem ocorrer mais adesões. Ele confirmou apenas a saída da Alcoa e disse que todos os outros participantes estavam garantidos, incluindo a sul-africana Gencor. Ele informou que a companhia Suzano estava até ontem negociando a adesão ao consórcio.
Steinbruch disse que se for vencedor do leilão, a Votorantim seria bem-vinda para qualquer tipo de negociação posterior. ‘‘Mas, com certeza, não haverá empate no leilão’’, referindo-se a um possível acordo entre os dois consórcios antes do pregão.

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