Precocidade e acabamento de carcaça foram as qualidades da raça Angus que estimularam o pecuarista Edecio David Zerbetto a fazer cruzamentos com a matriz Nelore. Ele e o sogro ingressaram na pecuária em 1970, quando adquiriram uma propriedade em Sabáudia (Norte do Estado). ''Já fizemos cruzamentos de outras raças mas chegamos à conclusão que a mais viável seria a Angus pela facilidade e rapidez do acabamento'', conta.
Atualmente, 80% da produção é Cruza Angus, mas Zerbetto prevê que a tendência é chegar a 100% devido à procura do mercado. ''A produção é muito mais rápida. Além disso, há facilidade no parto, o que diminui mão de obra na maternidade e reduz perdas'', diz.
''Como criador de Angus, acredito que o Paraná seja um estado com potencial talvez igual ao Rio Grande do Sul para criatório da raça porque aqui existe um clima favorável, inclusive para Angus puros'', acrescenta Luiz Felipe Canol, da empresa Cabanha da Corticeira e criador no Rio Grande do Sul. (A.V.)

mockup