A estudante de Veterinária da Unopar, Beatriz Odebrecht Mendonça, da Unopar, realizou um trabalho de conclusão de curso sobre ''Qualidade do leite'', analisando 20 amostras de leite in natura vendido informalmente ao consumidor em várias cidades do Norte do Paraná. O TCC foi orientado por dois professores e depois de algumas análises, Beatriz chegou a duas conclusões: todas as amostras estavam contaminadas e o consumo do leite in natura havia aumentado após as denúncias de adulteração do leite longa vida.
A microbiologista Luciana Furlanetto afirma que o risco de problemas para a saúde é bem maior com o leite in natura (cru) do que com o leite industrializado. Ela explica que a soda caústica e a água oxigenada são adicionadas ao leite que apresenta algum tipo de problema na origem (coleta) com o objetivo de aumentar o tempo de vida útil do produto na prateleira.
Ela afirma que a adição daqueles produtos em pequenas quantidades não causa tantos problemas à saúde como pode causar, por exemplo, o leite cru. ''Comparando os dois, é melhor consumir o leite industrializado. A adulteração, neste caso, é um mal menor''.
A microbiologista diz que o leite que não passa por nenhum tipo de processamento tem uma série de bactérias patogênicas que podem causar vários problemas à saúde entre eles a brucelose, a tuberculose e a listeriose, doença que provoca o aborto.

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