A dona-de-casa Suzete de Jesus Soares encontrou nas linhas e nas agulhas de crochê uma nova oportunidade de renda. Há quatro anos ela formou com a mãe e uma irmã o Grupo de Crochê Ideal, que produz peças de roupas, tapetes e toalhas. No início, a intenção era complementar a renda da família mas como ela ficou viúva, o artesanato agora é a sua única fonte de renda. Ela aprendeu a atividade sozinha, ensinou às companheiras, e passou a frequentar os espaços ligados à economia solidária.
''No início mal dava para comprar os materiais mas, agora, já melhorou bastante. Mesmo assim, tem mês que ainda não conseguimos tirar um salário mínimo para cada uma'', comentou Suzete. A vantagem, segundo ela, é que a atividade é desenvolvida em casa, nos intervalos enquanto cuida do filho. ''Com o centro acredito que nossa renda irá melhorar'', disse. Histórias como a de Suzete são bem comuns entre os participantes dos programas de economia solidária, todos de baixa renda.
Sebastiana André Lino de Oliveira também encontrou uma renda nos programas. Com aptidão para o artesanato, ela contou que participou de oficinas de pinturas e hoje produz peças de enxoval para bebês, guardanapos e caminhos de mesa. Sebastiana ensinou a atividade para uma amiga e, juntas, montaram a Butique do Artesanato. ''Queria ter uma renda para ajudar meu marido. Estou feliz porque consigo tirar um salário mínimo, às vezes até mais'', comentou. As peças são fabricadas em casa no horário da manhã, enquanto os filhos estão na escola.
Fabiane Patrícia Gomes Mota montou com a irmã Denise um grupo para fabricação de doces e bombons. ''A filha da minha irmã é doente e ela precisava ter uma renda para comprar os remédios. Procuramos ajuda na assistência social e, então, participamos do curso de capacitação'', lembrou. Em média, as duas vendem cerca de 80 doces por semana, mas a expectativa é que esse número aumente com o funcionamento do centro. (F.M.)

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