Apesar de não se opor ao modo de funcionamento das clínicas populares, o Conselho Regional de Medicina (CRM) se preocupa com a relação de trabalho dos médicos que atuam nelas e pela ausência de órgãos responsáveis pela supervisão dos serviços. Além disso, o paciente precisa estar ciente de que, em caso de urgência ou emergência, estará desamparado pelas clínicas e será encaminhado para o Sistema Único de Saúde (SUS), segundo o presidente do Conselho no Paraná, Luiz Ernesto Pujol.
De acordo com ele, os médicos que atuam nas clínicas populares firmam contratos de prestação de serviços que não dariam respaldo jurídico em caso de enfrentamento de um processo ético trabalhista. Além disso, como não são planos de saúde, as redes populares não são supervisionadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
Pujol diz que não há o que se opor em relação ao atendimento clínico, assim como não contesta o valor pago aos médicos. "A consulta a preço econômico facilita para o SUS, mas o Conselho não tem como fiscalizar a qualidade", afirma.
A ANS confirma que não é de sua competência fiscalizar as clínicas populares e orienta as pessoas a buscar informações antes de contratar um plano de saúde. Também afirma que as operadoras de planos privados de assistência à saúde são proibidas de participar da operação de produtos que não sejam planos de saúde. Portanto, as modalidades "cartão-desconto" e "cartão pré-pago" não podem ser oferecidas por essas empresas ou estar vinculadas a elas. (L.F.W.)

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