Críticas não possuem consenso no empresariado
Além de fustigado por denúncias de corrupção em sua administração na Prefeitura de Ribeirão Preto (SP), Palocci também enfrenta forte divergência da ministra Dilma às suas propostas. O próprio presidente Lula, no decorrer da semana passada, deu sinais desencontrados sobre a permanência de Palocci no governo.
Na quinta-feira, dia 17, quando o ministro da Fazenda foi à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Lula elogiou publicamente as realizações da política econômica, sem citar o ministro. No dia seguinte, o presidente elogiou a ministra Dilma, citando cinco vezes o nome dela em discurso no Planalto.
Apesar da elevação no tom das reclamações, ainda não há consenso entre os empresários. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, por exemplo, critica a posição do colega paulista. ''Todos que forem favoráveis à flexibilização da meta de inflação estão fazendo um gigantesco desserviço à sociedade brasileira.''
Para Synésio Batista da Costa, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Brinquedos (Abrinq), a política econômica precisa ser mudada, mas o momento não é apropriado. ''Não se muda a política em 24 horas, mesmo com troca de ministro. Não é hora de conflitos, é hora de as empresas e as instituições se posicionarem para o próximo ano.'' (M.R./A.E.)





