Critérios asseguram imagem da marca
São Paulo - A cervejaria Germânia tem 160 distribuidores em quatro Estados e aderiu este ano ao sistema de franquia, visando padronizar e refinar seus pontos-de-venda. A empresa quer paulatinamente transformar seus parceiros em franqueados, a fim de que toda a rede assuma a mesma imagem. As lojas vendem chope e acessórios para bares, restaurantes e consumidor final.
A franquia também está sendo o recurso de uma fábrica de calçados do Nordeste, a Dupé, para fincar bandeira na região Sudeste. A empresa, que fabrica sandálias de borracha, PVC e EVA e concorre diretamente com as Havaianas, da Alpargatas, quer ampliar sua participação de mercado dos atuais 17% para algo em torno de 30%. O projeto é ambicioso: 20 lojas no Estado de São Paulo até 2005 e 300 em todo Brasil até 2007.
O sistema de franquia favorece também o escoamento de mercadorias e, por consequência, o aumento da escala, reduzindo custos. A M.Martan, fabricante de artigos de cama, mesa e banho, que já tem rede de lojas há mais de uma década, deve intensificar sua presença por meio de lojas franqueadas, às quais se rendeu recentemente, quase ao mesmo tempo em que se multiplicou o comércio dedicado a artigos para casa. O mesmo caminho foi seguido pela Jogê, tradicional varejista de lingerie e meias, que também tem fábrica própria e agora investe em franquias.
O modelo de negócios é a opção mais adequada para empresas que temem a despadronização da operação, sobretudo de unidades que ficam distantes da matriz. Ao contrário de uma simples filial, uma franqueada mantém critérios ditados pela franqueadora, assegurando a imagem da marca. ''Dos canais terceirizados disponíveis, a franquia é a que permite maior controle. É possível definir preço, forma de exposição e método de trabalho'', explicou Cherto. (AE)





