Crise turca gera aversão a risco e afeta mercado de câmbio no mundo inteiro
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segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Agência Estado 
Dólar sobe 0,53% e fecha a R$ 3,8885, depois de atingir R$ 3,9291
O agravamento da crise financeira na Turquia gerou um novo movimento de aversão ao risco ao redor do mundo e não poupou o mercado de câmbio brasileiro, onde o dólar voltou a ser negociado acima dos R$ 3,90 nos mercados à vista e futuro. Em alta desde a abertura dos negócios, o dólar à vista terminou o dia em alta de 0,53%, cotado a R$ 3,8885, depois de ter atingido máxima de R$ 3,9291 (+1,58%). Na madrugada da terça-feira (12), o banco central da Turquia anunciou medidas para garantir a estabilidade financeira e "toda a liquidez necessária" para o setor bancário local. Entre elas está a redução dos depósitos compulsórios.
Ibovespa tem alta de 1,28%, após cinco pregões de perdas
Sem um gatilho aparente, o Ibovespa operou na contramão do movimento de aversão a risco visto em outros ativos do mercado financeiro local e externo. Segundo especialistas, o desempenho positivo se deve, em parte, a uma correção após cinco sessões de perdas consecutivas. O pregão fechou com o Ibovespa em alta de 1,28%, aos 77.496,45 pontos. O giro financeiro foi R$ 10 bilhões. O dia começou pesado e com cautela com o exterior diante da crise da Turqui. O anúncio de medidas do banco central turco amenizou, mas apenas pontualmente. A volatilidade levou o Ibovespa a oscilar entre a mínima de 75.931,14 pontos e a máxima aos 77.689,01 pontos.
Fortalecimento das blue chips faz índice ganhar tração
Até o meio da tarde, o índice seguia em leve alta e chegou a tocar o terreno negativo novamente. No entanto, o índice ganhou tração, em especial com o fortalecimento do bloco das ações mais líquidas, as blue chips. De acordo com um operador, o fluxo comprador estava mais forte na ponta dos estrangeiros que viram oportunidade por aqui após saída de outros mercados emergentes."Na falta de notícias efetivamente negativas no plano interno, o Ibovespa encontrou espaço para uma correção. Há mais estrangeiros na ponta de compra", afirmou um especialista em renda variável.
DI para janeiro de 2025 passa de 11,66% para 11,71%
Os juros futuros desaceleraram o ritmo, mas ainda fecharam em alta nos contratos de longo prazo, enquanto as taxas curtas encerraram estáveis. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 terminou em 8,43%, de 8,42% no ajuste de sexta-feira, e a do DI para janeiro de 2021 subiu de 9,52% para 9,56%. A taxa do DI para janeiro de 2023 terminou em 11,03%, de 11,00%, e a do DI para janeiro de 2025 passou de 11,66% para 11,71%. A crise na Turquia não arrefeceu no fim de semana, resultando em mais um dia de perdas para ativos de economias emergentes. Após abrirem em alta, os juros inverteram o sinal e passaram a cair ainda pela manhã.


