Curitiba Empresas de pequeno e médio porte dos setores de metalurgia e metal-mecânica da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) estão recorrendo a férias coletivas, redução de dias trabalhados e até mesmo a redução de salário, como forma de enfrentar a retração nas vendas. A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, cujos diretores estão assustados com a crise da economia, que se agravou neste mês de agosto.
A Metalúrgica Atra, que fabrica peças para o setor automotivo, em São José dos Pinhais, reduziu 25% do salário dos trabalhadores e cortou um dia de trabalho na semana. Outra metalúrgica, a Magius, que também fabrica peças para o setor automotivo, vem demitindo entre duas a três pessoas por dia.
A fábrica de balanças e cortadores de frios, Gural, também de São José dos Pinhais, recorreu a férias coletivas de 45 dias para os 55 funcionários. ''O mercado parou'', admitiu o supervisor de vendas da empresa, Flávio Eduardo D'afre. A empresa, que atende todo o País, vem enfrentando uma redução de 35% nas encomendas nos últimos 90 dias.
As férias coletivas foi o mecanismo encontrado pela Gural para reduzir estoques. Depois desse período, se não houver reação nas vendas, os empregos não estão garantidos, avisa D'afre. Ele lamenta a instabilidade econômica no País, que gera um medo nos consumidores de ir às compras.
Situação difícil também vem sendo enfrentada pela Yok Equipamentos, que fabrica peças e maquinário pesado. A empresa que fabricava equipamentos para o setor de avicultura, encerrou essa linha de montagem. Os salários vêm atrasando nos últimos três meses e os proprietários estão recorrendo a empréstimos para manter os pagamentos. A empresa que chegou a ter 400 funcionários, há oito anos, reduziu o quadro para aproximadamente 90 pessoas.
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, a grande maioria das pessoas que estão sendo demitidas recebe até três salários mínimos e tem pouco tempo de serviço. Portanto, as demissões não estão sendo homologadas no sindicato. ''Temos que discutir rapidamente uma política para gerar empregos para atender essa massa que está sendo colocada na rua'', disse Manalla.
Para o secretário da Indústria e Comércio de São José dos Pinhais, Edilberto Walaski, a situação é preocupante. Mas ele lembra que enquanto os setores de metalurgia e metal-mecânica estão vivendo momentos difíceis, as indústrias de alimentos estão admitindo pessoal. Ele disse que o desemprego no município vem sendo amenizado com a compensação por parte das indústrias de alimentos.

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