Crise pressiona as taxas do crediário em até dois pontos
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quarta-feira, 29 de outubro de 1997
Agência Folha São Paulo 
Algumas redes de lojas começam, a partir de hoje, a aumentar entre um ponto e dois pontos percentuais as taxas de juros cobradas no financiamento ao consumo. O juro médio de 6,5% ao mês, cobrado pelas lojas de eletroeletrônicos, de móveis e de materiais de construção, deve subir para até 8,5% ao mês, nos cálculos de financeiras ouvidas pela Agência Folha. Os juros cobrados no empréstimo pessoal e no cartão de crédito que estavam em torno de 10% a 11% ao mês devem subir para até 13% ao mês.
Se o mercado financeiro continuar turbulento por conta da queda da Bolsa, dizem as financeiras, é possível que os juros subam ainda mais. Para o Banco Cacique, que administra o crediário de 200 redes espalhadas pelo País, o aumento dos juros deveria ter ocorrido há alguns meses por causa da inadimplência.
O mercado de financiamento ao consumidor se tornou muito competitivo com a entrada de novos bancos, pressionando para baixo os juros. E, junto com isso, aumentou a inadimplência. Essa correção na taxa precisava ser feita, diz Wanderley Vettore, diretor do Banco Cacique. Oswaldo de Freitas Queiroz, diretor-geral da Servloj, empresa especializada em crédito direto ao consumidor, confirma que os juros do crediário subiram mesmo entre um e dois pontos percentuais. Já havia certa disposição em elevar os juros, segundo ele.


