Crise passa longe do setor de docerias
O mercado de docerias e confeitarias engorda em Londrina tanto em opções quanto em número de consumidores. A quantidade de lojas com fabricação própria que abriram as portas desde 2014 tem aumentado, assim como o número de pessoas que buscam se estabelecer com encomendas por telefone e por redes sociais, para posteriormente abrir um ponto físico. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) em Londrina, foram abertas 22 empresas do tipo na cidade nos primeiros sete meses de 2014 e 24 no mesmo período deste ano. A matéria sobre docerias faz parte da série da FOLHA que mostra como empresas e empreendedores estão apostando e investindo mesmo na crise.
A Hachimitsu, por exemplo, abriu quatro lojas somente nos últimos 12 meses na cidade. O proprietário Nilo Kato, que inaugurou em 2005 a primeira confeitaria, afirma que decidiu pela estratégia de atacar a crise econômica e deu certo. "Tínhamos 25 funcionários e hoje estamos com 70. Não demitimos e estamos contratando para a ampliação", diz.
Para o casal Giovanna Pires e Dienifer Santos, proprietárias da Pó de Lua Doceria, a oportunidade surgiu há dois anos. "Começamos a namorar e eu estava fazendo doces para vender. Foi com a força da minha esposa e da minha família que comecei a vender pelo Facebook", explica Giovanna. Hoje em dia, a mãe de Giovanna ajuda as duas, que já sofrem para dar conta das encomendas.
Os empresários precisam entender e adaptar o serviço ao gosto e à necessidade dos clientes, principalmente em um cenário de crise econômica. A sugestão é do consultor Rubens Fernandes Negrão, do Sebrae em Londrina. "Quem souber se reinventar conseguirá manter a empresa em ascensão ou em funcionamento", diz.
* Pesquisa do Sebrae aponta que o custo é somente o terceiro diferencial na hora de uma compra, atrás de qualidade e conveniência
* Para quem deseja investir ou continuar no mercado, ele sugere o lançamento de produtos e a busca por nichos menos explorados





