Arquivo FolhaCorreção de rotaGiovani Gionédis: último contato com executivos da indústria japonesa aconteceu no final de janeiroDepois de garantir, no início do ano, que num período de três ou quatro meses a indústria automobilística japonesa Suzuki definiria a sua instalação no Paraná, o governo do Estado está sem resposta oficial da montadora. O grupo japonês recuou e não deu mais sinal ao governo de que mantém o projeto de se instalar no interior paranaense. O secretário da Fazenda, Giovani Gionédis, acredita que a crise na economia japonesa pode ter contribuído para a mudança na rota da Suzuki.
‘‘Não tivemos mais contatos com a Suzuki. Talvez os problemas na economia do Japão tenham interferido nos planos da montadora’’, afirmou Gionédis. O último contato com os executivos da Suzuki se deu no final do mês de janeiro, após duas rodadas de negociações. Em sigilo absoluto, os empresários da montadora desembarcaram no aeroporto Afonso Pena e seguiram para uma reunião a portas fechadas com o governador Jaime Lerner e o então secretário da Indústria e Comércio, Nelson Justus.
Assessores e secretários próximos a Lerner garantiram que o investimento iria se concretizar em poucos meses. A própria expressão sorridente de Jaime Lerner, ao sair da reunião, denunciava o avanço da negociação. Na época, o secretário da Fazenda garantiu que dentro de três meses o grupo iria anunicar se viria ou não para o Estado.
Além do Paraná, a Suzuki negociou com São Paulo, Pernambuco, Ceará e Rio de Janeiro. O governo do Estado pediu para que a montadora optasse por um município do interior do Estado. A cidade escolhida teria sido Londrina, onde seriam produzidos os carros modelo Vitara.
A Suzuki do Brasil, empresa responsável pela comercialização dos carros da montadora no País, prefere não falar sobre os investimentos do grupo. Os funcionários confirmam a intenção da Suzuki de se instalar no Brasil, mas deixam transparecer que a situação econômica do Japão pode ter afetado a Suzuki. A montadora é considerada uma empresa conservadora dentro do setor automobilístico, que não costuma arriscar investimentos quando há instabilidade econômica.
Antes da crise japonesa, a meta da Suzuki era conquistar o mercado na América Latina, principalmente no Mercosul. A produção mundial do grupo é de 1,2 milhão e há a intenção de saltar para 10 milhões de unidades ao final de 10 anos. O Suzuki do Brasil vendeu 8 mil carros no ano passado, no País.

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