Curitiba - A alta do combustível, o aumento do dólar e o custo da infraestrutura aeroportuária no Brasil, que é uma das mais altas do mundo, têm levado o setor de aviação a uma crise que não tem data para acabar. "Investir em companhia aérea hoje no Brasil é mais gosto pessoal de ter aviões do que para ficar rico", disse o economista e diretor de relações com o mercado da Associação Brasileira de Agências de Viagens - regional Paraná (Abav-PR), Geraldo Rocha.
Ele acredita que nem os grandes eventos que têm acontecido no Brasil como a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude foram suficientes para aquecer o setor que vem amargando prejuízos. Segundo Rocha, as companhias aéreas mais rentáveis no mundo hoje são as asiáticas e as orientais.
De acordo com ele, hoje o combustível representa cerca de 40% do custo das companhias aéreas e o serviço de bordo 7%. Algumas empresas inclusive têm reduzido ao máximo as bebidas e refeições oferecidas durante os voos e chegam a servir gratuitamente apenas água para os passageiros.
Por outro lado, a oferta de assentos diminuiu porque as empresas tiraram voos para reduzir custos. "Não vejo boas perspectivas para o setor porque a população está sem dinheiro", disse. Ele prevê ainda que nem a Copa do Mundo de 2014 vai resolver a situação das companhias porque um mês de evento não é suficiente para elevar tanto as vendas e resolver o problema estrutural das companhias. (A.B.)

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