Mário César Os problemas dos países asiáticos expuseram pontos frágeis das economias dos países emergentes. No caso do Brasil, o problema maior é o déficit público, distorção que só deverá ser corrigida com a aprovação da reforma tributária. Os juros altos, por sua vez, devem cair na medida que a confiança for restabelecida pelos investidores. Esta é a avaliação do presidente da Atlas, Paulo Villares (foto), que acredita em uma reação rápida após as eleições, a partir da aprovação destes ajustes pelo Congresso Nacional.
‘‘Na hora em que houver este sinal, os juros vão cair’’, prevê. Segundo ele, da mesma forma que o Brasil caminha para soluções que contenham os problemas das altas taxas de juros, os demais países da América Latina deverão fazer o mesmo. Dessa forma, entende Villares, a crise asiática não deverá ter consequências para a Atlas, com produção direcionada sobretudo para os países latino-americanos.
Mantendo a mesma avaliação otimista, o presidente executivo Plínio Musetti diz que não dá para quantificar possíveis prejuízos a partir de uma retração no mercado da construção civil. ‘‘É um segmento que não reage imediatamente a esta conturbação’’, avaliou. (P.L.)

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