Crise não afeta contratação
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domingo, 24 de junho de 2001
Agência EstadoDe São Paulo 
A crise de energia ainda não afetou a oferta de empregos. É o que afirmam especialistas na área de Recursos Humanos. O diretor-presidente da Laerte Cordeiro Consultores em Recursos Humanos, Laerte Cordeiro, diz que é visível a redução no número de vagas disponíveis em relação ao mesmo mês do ano passado, mas os motivos são outros. Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta crescimento de 6,9% na taxa de desemprego em maio ante 6,5% do mês anterior.
Segundo estudo divulgado pela consultoria, há 30% menos ofertas disponíveis no mercado. Contudo, os motivos são diversos e vêm ocorrendo ao longo deste ano, como a crise na Argentina, a elevação da taxa do dólar, a renúncia de Antônio Carlos Magalhães e os desastres da Petrobrás.
Ele ainda completa que, quanto à questão do racionamento de energia, os empresários não estão interferindo na estrutura das organizações e vêm resolvendo a questão com competência gerencial.
A opinião é compartilhada pelo presidente da Manager Consultoria em Recursos Humanos, Ricardo Xavier. Ele acredita que, se não houver outra crise, o mercado deve se normalizar em agosto.
Neste cenário, quem está levando vantagem é o trabalhador temporário, diz o vice-presidente da Consultoria Gelre Trabalho Temporário, Jorge Wiegerinck. Muitas empresas estão optando por manter a mão-de-obra desses funcionários porque, em caso de emergência, é menos oneroso cortar os profissionais. Da mesma forma, também é mais fácil efetivá-los se a economia melhorar.


