Curitiba As exportações do setor de base florestal (madeira bruta, embalagens, móveis e insumos para a construção civil) cresceram 18,2% no primeiro semestre de 2003 se comparado ao mesmo período do ano anterior. Entre os motivos do crescimento estão a presença marcante do produto madeira no mercado internacional, cotação favorável do dólar, demanda maior de mercado por causa de retração de produção de países como a Indonésia (que exportava 15 milhões e passou a exportar 5 milhões de metros cúbicos de madeira) e crise interna brasileira.
''A alternativa para o Brasil foi o mercado externo. Não existe mercado interno no Brasil. O setor está parado'', analisou Jeziel Adam de Oliveira, superintendente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci).
Para reforçar a crise nacional no setor, Oliveira lembrou pesquisas publicadas recentemente e que apontam que 30% das indústrias do setor madeireiro do Brasil estão na ociosidade. ''Do trabalho efetivo, a maior parte é exportação. E temos muito mais mercado internacional. A exportação brasileira ainda é tímida'', analisou ele.
Um dos mercados externos considerados como estratégicos e inexplorados, na avaliação de Oliveira, é o do Oriente Médio. Mesmo com a exportação tímida, o setor conseguiu exportar US$ 1,48 bilhão no primeiro semestre de 2002 e passou para US$ 1,75 bilhão neste ano. ''Nossa meta é bastante audaciosa. Queremos crescer entre 15% e 20% por ano. Acho que estamos no caminho certo'', salientou.
Existem no Brasil cerca de 3,5 mil empresas que trabalham com madeira sólida. O setor gera em torno de 2,5 milhões de empregos.

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