A crise interna na Central Única dos Trabalhadores aumentou ontem e tornou mais forte a possibilidade de bancários de São Paulo não votarem na chapa encabeçada por Vicente Paulo da Silva, da corrente Articulação. O segundo dia do 6º Congresso Nacional da entidade foi tenso, em razão do risco de um racha. Duas comissões de negociação trabalhavam com a possibilidade da indicação do bancário João Vaccari Neto para vice-presidência da entidade e, principalmente, com a perspectiva de aprovação de um compromisso de governabilidade da Central - o chamado Pacto de Gestão, que prevê a tomada de decisões coletivas e inibe iniciativas pessoais na entidade.
Após várias reuniões que trataram do tema, Vicentinho afirmou que o pacto não existe. ‘‘Pacto de Gestão é papo furado, não existe, a palavra pacto faz lembrar o diabo’’, disse. O presidente da CUT declarou que não concorda com a idéia ‘‘de jeito nenhum’’. Por fim, fez a defesa da permanência do atual vice-presidente, Altemir Tortelli, no cargo, e do químico Remígio Todeschini na tesouraria. Os dois cargos eram objeto de negociação até ontem.
Vicentinho afirmou também que não há negociação de cargos. ‘‘Os bancários declararam para a imprensa que haviam decidido sair da direção e que não fariam acordo por baixo dos panos’’, disse. ‘‘Tenho certeza que eles estão falando a verdade, que não estão blefando’’.

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