Crise na Argentina, Paraguai e Japão
A designação da equipe econômica liberal ortodoxa que assessorará o novo ministro da Economia da Argentina, Ricardo López Murphy, reforçou os rumores de que o governo está preparando um duro pacote fiscal, com corte de até US$ 3,5 bilhões. Na pauta, estaria a demissão de 90 mil funcionários públicos de um total de 270 mil.
No Japão, a coalizão governista divulgou ontem um pacote de emergência com medidas para impulsionar o mercado acionário e evitar que a lenta recuperação da segunda maior economia do mundo perca ainda mais fôlego. O pacote, que seria apreciado pelo primeiro-ministro Yoshiro Mori, inclui uma série de propostas que vão da redução dos impostos sobre empresas à criação de um fundo privado especial para compra de participações cruzadas de ações. O iene caiu forte após o anúncio do plano e o primeiro-ministro, Yoshiro Mori, deve anunciar hoje a sua renúncia.
Crise, também, no Paraguai. A negativa, ontem, do vice-presidente Julio César Franco e de seu Partido Liberal de apontar nomes para um novo gabinete de união nacional complicou ainda mais a situação do presidente Luiz González Macchi. Com os cofres praticamente vazios devido à recessão econômica e à corrupção, o governo não cumpre compromissos com funcionários e instituições.





