A desaceleração da economia mundial será mais pronunciada que o previsto, mas deverá ser temporária, estimou o Fundo Monetário Internacional (FMI) no informe semestral sobre a perspectiva econômica mundial publicado ontem. A organização internacional reviu para baixo as previsões de crescimento mundial situando-as em 3,2%, depois de ter previsto 4,2% em outubro passado. Para 2002, o FMI anuncia um crescimento mundial de 3,9%.
A baixa se explica fundamentalmente pela queda do crescimento nos Estados Unidos. A primeira economia do mundo não deverá registrar em 2001 um crescimento mais elevado que 1,5% em vez dos 3,2% previstos há seis meses. Para 2002, o prognóstico é de 2,5%.
‘‘As perspectivas de crescimento mundial são significativamente pequenas, devido em primeiro lugar à desaceleração nos Estados Unidos, à paralisação na reativação no Japão e a uma moderação do crescimento na Europa’’, destaca o informe.
No entanto, o FMI se mostra relativamente otimista sobre as possibilidades de reativação. ‘‘Levando em conta a rápida resposta do Federal Reserve americano e de vários outros bancos centrais, assim como o fato de que na maioria dos países industrializados – com a notável exceção do Japão – haver uma considerável margem de manobra, existem razoáveis probabilidades para considerar que a desaceleração não será prolongada’’, indica o relatório.
O FMI demonstra prudência ao destacar que ‘‘uma desaceleração mais prolongada e mais acentuada continua sendo possível’’ e conclama os responsáveis pelas políticas monetárias dos principais países a levar este risco em conta.
Para os Estados Unidos, o Fundo indica que as consequências do aumento das taxas entre junho de 1999 e maio de 2000 para enfrentar a aceleração da demanda, o aumento dos preços da energia, a baixa dos resultados das empresas e a queda da Bolsa contribuíram para a desaceleração brutal.

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