O mercado de revenda de combustíveis, que no ano passado registrou crescimento entre 5% e 6% em todo o Brasil, seguindo a mesma tendência de aumento consumo, não deve passar de 3% de crescimento este ano, segundo avaliação da Federação Nacional do Comércio Varejista de Combustíveis (Fecombustíveis). Para o presidente da entidade, Gil Siuffo, este resultado é consequência direta de dois fatores: a crise internacional, que reduziu a demanda, e o maior rigor na fiscalização do mercado.
As fraudes e sonegação de impostos cometidas por parte das distribuidoras de combustíveis, com envolvimento também de postos de revenda, lesam os cofres públicos em cerca de R$ 600 milhões por ano, segundo levantamento da Fecombustíveis. Siuffo estima que 70% das 140 distribuidoras atualmente em operação desaparecerão do mercado com a adoção de uma legislação mais rigorosa para o setor. Desde abril, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) suspendeu as concessões de novos registros, para impedir o aumento das irregularidades.

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