Genebra, Suíça - O setor financeiro suprimiu pelo menos 325 mil postos de trabalho no mundo desde agosto de 2007, uma tendência que deve se estabilizar nos próximos meses, informa a OIT (Organização Internacional do Trabalho). As demissões de quase 130 mil pessoas, ou seja, 40% do total no setor financeiro, foram anunciadas nos últimos cinco meses, segundo um relatório da organização a respeito do impacto da crise financeira nos trabalhadores do setor.
A OIT, com sede em Genebra, recorda os principais cortes de postos de trabalho no mundo das finanças: 45 mil no Bank of America e 75 mil no também americano Citigroup. No início deste mês, a OIT e outras três organizações - FMI (Fundo Monetário Internacional); OMC (Organização Mundial do Comércio); e o Banco Mundial -, além da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) e da chanceler alemã, Angela Merkel, divulgaram um comunicado conjunto, no qual avaliam a crise econômica.

Pesquisa
Em janeiro, uma pesquisa realizada pelo instituto Ipsos Global Public Affairs mostrou que a crise econômica global tornou a perda do emprego a principal preocupação em 22 países, que, em conjunto, respondem por cerca de 75% do PIB (Produto Interno Bruto) Mundial, superando itens como redução da pobreza, violência e corrupção. Entre as 22 mil pessoas ouvidas para a pesquisa, 41% responderam que o desemprego é a principal preocupação, um aumento de 13 pontos percentuais em relação ao registrado há um ano -à época, o desemprego era a quarta entre as principais preocupações.
Entre os países do G8 (EUA, Canadá, Japão, Alemanha, Reino Unido, Itália, França e Rússia), a preocupação com empregos foi a mais citada por 43% dos entrevistados; já entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia e China), no entanto, o primeiro lugar é ocupado por corrupção e escândalos financeiros -o desemprego ficou em quatro lugar (20%), atrás de crime e violência (32%) e pobreza e desigualdade social (29%).
A pesquisa foi realizada entre abril e novembro do ano passado, e tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. Foram ouvidas 1.000 pessoas nos seguintes países: Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Itália, Japão, México, Polônia, Reino Unido, República Tcheca, Rússia, Suécia e Turquia.

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