São Paulo A crise econômica da Argentina está atrapalhando o primeiro plano de decolagem internacional da Gol. A companhia aérea havia fechado um acordo de fretamento com uma agência de viagens da província argentina de Córdoba para fazer vôos charter daquela localidade para Porto Alegre (RS), Florianópolis (SC) e Rio de Janeiro (RJ). O acordo deveria entrar em vigor no começo de dezembro, mas as limitações ao saque bancário -impostas pelo governo da Argentina- atrasaram as operações.

''O acordo continua em vigor com a Argentina, mas levará mais tempo para começar a ser operado'', disse o vice-presidente-técnico da Gol, David Barioni Neto.

De acordo com suas previsões, a operação do acordo internacional deve ser adiada para o próximo período de alta temporada, em julho. ''Nada vai funcionar direito na Argentina até as eleições, posse do novo presidente. O país só deve voltar ao normal depois de cem dias do novo governo'', afirmou Barioni.

Apesar do fracasso na tentativa de voar no segmento internacional, a Gol está apostando tudo no mercado doméstico. A companhia pretende comprar três novos Boeings 737-700 em janeiro para começar a operar a ponte aérea Santos Dumont-Congonhas, considerada o filé da aviação. Ao mesmo tempo, a empresa vai aproveitar os novos aviões para ampliar a frequência de vôos para o Nordeste do país. ''Somos uma empresa nacional e existe muito espaço para crescer no Brasil. É só aproveitar'', disse Barioni.

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