Crise domina conversas no Salão do Automóvel
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de novembro de 2008
Agência Estado 
São Paulo - Ao fechar as portas hoje, o 25º Salão Internacional do Automóvel terá recebido, ao longo de 10 dias, mais de 600 mil visitantes que se acotovelaram no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, para ver os 450 veículos expostos, muitos deles modelos futuristas desenvolvidos no próprio País, iniciativa que a cada edição do evento, bianual, ganha mais adesões entre as montadoras nacionais.
Ao apresentar suas novidades para a imprensa, três dias antes da abertura ao público, os executivos da maioria das montadoras evitaram admitir que este seria o ''salão da crise''. Mas, nos espaços vips dos estandes, frequentados apenas por convidados especiais como fornecedores e distribuidores, o assunto não era outro.
Na quinta-feira, um animado grupo de revendedores tomava prosecco no estande de uma badalada marca de carros de luxo e o tema era que uma rede de concessionárias de São Paulo vai demitir 100 vendedores de uma vez. Outro grande grupo pode colocar à venda algumas de suas lojas. ''Quem estava muito alavancado está em sérias dificuldades'', dizia um dos membros do grupo.
Para o economista da LCA Consultores, Francisco Pessoa, outubro foi um mês de pânico, de choque. As pessoas foram expostas à crise ''e seria muito difícil que as vendas não se retraíssem''. Ele acredita, porém, em uma acomodação neste mês e em dezembro.


