Vânia Casado
De Curitiba
A escassez do milho verificada no Paraná no segundo semestre deste ano pode se transformar em desabastecimento a partir de janeiro do ano 2.000. O estado foi prejudicado porque perdeu seus estoques reguladores para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina e faltou milho para abastecer os criadores paranaenses.
Para discutir a situação com produtores e consumidores de milho, o diretor de Abastecimento Agropecuário do Ministério da Agricultura, Vilmondes Olegário da Silva, está hoje em Curitiba, 15, na Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.
Consumidor Os consumidores estavam apostando na entrada da safra de milho a partir de janeiro, para minimizar o impacto da escassez. Ocorre que a estiagem que prejudicou o Paraná nos últimos 5 meses atrasou o plantio, transferindo a colheita para os meses de fevereiro e março e recentemente quebra de produção e provocou quebra de produção.
O Deral estava prevendo a colheita de 6 milhões de toneladas. Mas agora já admite redução nesse volume.
Lenta Enquanto isso, a comercialização do milho está lenta, pois quem dispõe do produto está na expectativa de aumento de preços, disse a engenheira agrônoma do Deral, Rossana Catiê Bueno de Godoy. Segundo ela, a tendência de preço de milho para as próximas semanas está na dependência do desempenho das lavouras em andamento. Catiê informou que as estimativas de safra estão sendo reavaliadas e que ainda é prematuro falar sobre percentual de perdas.
Em São Paulo O milho está faltando também no Estado de São Paulo que continua tentado comprar o produto no Norte e Oeste do Paraná. Avicultores paulistas têm encontrado dificuldade para importar milho, mesmo da Argentina que anunciou ter grande estoque. Além do alto preço, está difícil comprar na Argentina.

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