A crise asiática deteve a forte recuperação que registravam os países da América Latina e do Caribe, onde o produto interno terá este ano um crescimento médio moderado de 3%, informou ontem a Cepal. Em um estudo preliminar sobre o desenvolvimento regional e suas projeções, a Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe) lembrou que em 1997 a taxa média do produto interno cresceu 5,3% e foi ‘‘uma das mais altas das últimas duas décadas’’.
A inflação média da região ano passado chegou só a 10,4%, um dos índices mais baixos desde a Segunda Guerra Mundial, enquanto os investimentos do exterior alcançaram um nível sem precedentes de 80 bilhões de dólares. O informe difundido em Santiago, onde tem sua sede a Cepal, assinalou que em 1998 ‘‘no entanto se prevê que, em média, as economias da região cresçam apenas cerca de 3%’’.
A Cepal advertiu que no primeiro semestre deste ano houve um ‘‘ligeiro retrocesso’’ no controle da inflação e citou o caso da Colômbia, onde a alta dos preços pode chegar este ano a 20%. O aporte de capitais se reduziu no primeiro semestre, mas o estudo antecipou uma ‘‘recuperação na segunda metade do ano’’, onde se sobressai a recente privatização da Telebrás, a maior realizada na história da América Latina.

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