Crise de energia coloca a ação da Copel em vantagem
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domingo, 08 de abril de 2001
Agência FolhaDe São Paulo 
Os analistas acabam de fazer alterações nas suas propostas de carteiras de investimentos. A Máxima Consultoria considera que a Copel oferece hoje uma oportunidade de ganho maior que a Belgo Mineira, trocando as empresas de posição. Segundo o analista André Querne, a empresa paranaense não terá seu faturamento prejudicado pelo provável racionamento de energia que deve ocorrer em algumas regiões do País. Ao contrário, talvez ela possa até mesmo vender algum excedente para as distribuidoras do Sudeste. Querne diz ainda que a empresa é considerada uma das melhores do setor elétrico do País. Ela atua na geração, transmissão e distribuição de energia.
Até a próxima semana, deve ser votado na Assembléia Legislativa do Paraná um projeto referente à privatização da empresa, que Querne estima que deva ocorrer até o final do ano.
A Sul América Investimentos sugere, no lugar de Coteminas PN, as ações preferenciais do Banco Itaú. De acordo com o analista Alexandre Vianna, os papéis do banco sofreram muito com a crise argentina. Como o Itaú tem cerca de US$ 800 milhões investidos no país vizinho, o mercado penalizou demais o preço das suas ações, diz.
FurnasQuem pretende aplicar parte do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em ações de Furnas, no processo de privatização da empresa, vai ter de esperar, provavelmente, até o próximo governo. Analistas de mercado que acompanham o setor de energia estão céticos quanto à viabilidade de a empresa ser privatizada no próximo ano, como prevê o calendário oficial. Não há condições políticas nem tempo hábil para a privatização, observa Eduardo La PeÀa, analista do banco Santander. E talvez ela nem ocorra. Os gordos ganhos dos trabalhadores que investiram nos papéis ON da Petrobras em agosto passado animaram o mercado quanto ao uso do Fundo de Garantia na privatização de Furnas. Quem usou o FGTS para comprar ações da Petrobras se deu muito bem. No caso de Furnas é preciso que o governo defina as regras para o uso do fundo a fim de se avaliar se vale a pena ou não investir, diz Wagner Salaverry, analista da corretora Geração.


