Crise afeta empresas de táxi aéreo
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sábado, 21 de fevereiro de 2004
Maria Duarte <br>Equipe da Folha 
Curitiba - As empresas de táxi aéreo no Paraná enfrentam dificuldades para operar. O custo é alto, e os lucros segundo os que trabalham no ramo, são baixos.
Francisco Favoreto, responsável pela empresa Vip Jet, atua há 33 anos no setor e agora o considera praticamente inviável. Segundo ele, aviões clandestinos acabam fazendo o transporte de passageiros por custos muito menores, o que inviabiliza as empresas da área.
''Para nós, o Departamento de Aviação Civil (DAC) tem regulamentos, quer revisões. Além disso, há taxas de pouso, as peças são caras e o litro do querosene está muito caro'', reclama Favoreto.
Ele disse que o litro do querosene custava cerca de R$ 0,85 há cinco anos, e agora custa mais de R$ 2,00. ''Em uma viagem a Belo Horizonte (MG), paguei R$ 2,65 pelo litro do combustível. Em Cuiabá (MS), o preço é R$ 3,20.''
''O mercado está ruim, nem os grandes empresários parecem estar procurando negócios, não usam muito os aviões'', lamenta Favoreto. Ele disse que a frota brasileira já chegou a 300 aeronaves e, agora, tem apenas a metade.
O dono da Avalon Taxi Aéreo, de Curitiba, Max de Souza Mendes, faz uma avaliação semelhante do ramo. ''O preço desse serviço está muito caro para a realidade brasileira'', afirmou.
Nem o ano eleitoral parece promissor. De acordo com Mendes, os políticos clientes comuns, junto com os empresários não solicitam mais o serviço com a frequência de antes.
O custo do táxi aéreo é bem mais alto que na aviação comercial. Uma viagem de Curitiba a São Paulo pode sair por cerca de R$ 4 mil a R$ 8 mil, dependendo das características da aeronave e do trajeto (o preço inclui ida e volta, mesmo que o passageiro não volte com o táxi aéreo).


