de facilidades para se conseguir crédito no Brasil, a prática está ficando cada vez mais difícil, tudo isso devido à crise financeira que assola o mercado mundial. Mesmo com o alívio registrado na segunda-feira, com a alta das bolsas depois do anúncio de pacotes anticrises pelos Bancos Centrais europeus, comprar a prazo ainda deve trazer dor de cabeça aos consumidores.
  Dados preliminares da pesquisa mensal de juros da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) demonstram que já existe uma maior seletividade das instituições financeiras no crédito, que estão mais atentas ao grau de endividamento dos consumidores e seu comportamento de renda nas novas contratações de empréstimos.
  Em muitos casos, as taxas de juros das operações de crédito foram elevadas. A pesquisa setembro/2008 demonstra que a taxa média de juros das operações de crédito para pessoa física passou de 7,39% ao mês (135,27% ao ano) em agosto/2008 para 7,45% ao mês (136,85% ao ano) em setembro/2008. Na pessoa jurídica a taxa média de juros passou de 4,27% ao mês (65,16% ao ano) em agosto para 4,33% ao mês (66,31% ao ano).
  Os prazo para financiamentos também foram reduzido em cerca de 12 meses. Na compra de veículos, por exemplo, os prazos máximos foram reduzidos de 72 meses em agosto para 60 meses em setembro. Entre os bens diversos (linha branca, linha marrom, móveis, computadores) o prazo caiu de 36 para 24 meses.

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