São Paulo- O impacto do apagão aéreo no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre já começa a preocupar economistas e analistas do mercado financeiro. Segundo eles, é impossível estimar, neste momento, o tamanho das perdas. ''Mas um efeito importante é certo'', afirmou Amarillys Romano, da Tendências Consultoria Integrada. ''(A crise) pode afetar marginalmente o PIB deste trimestre, principalmente em serviços, onde se encontra o item turismo'', disse Sergio Vale, da MB Associados.
Se o Brasil estivesse crescendo a taxas elevadas, essa influência passaria praticamente despercebida. Mas não é o caso. Neste ano, de acordo com especialistas, a expansão do PIB deve ficar abaixo de 3%. Ou seja, nesse cenário, qualquer perda fará diferença - e será sentida - no número final de crescimento do País.
A dificuldade para mensurar o tamanho do impacto na economia deve-se, entre outros fatores, à pobreza de estatísticas do setor de turismo no Brasil. Nem mesmo a Embratur, órgão oficial do governo para a área, sabe informar qual sua participação no PIB. Extra-oficialmente, analistas dizem que esse porcentual varia entre 3% e 5% (R$ 58 bilhões a R$ 97 bilhões, tomando por base o valor do PIB em reais de 2005).

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