Curitiba - O deputado estadual Valdir Leite (PPS) protocolou junto à mesa executiva da Assembléia Legislativa, por volta do meio-dia de ontem, o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a administração do Porto de Paranaguá. O pedido de CPI tem as 18 assinaturas de apoio necessárias, colhidas basicamente entre a oposição e o bloco que se diz independente na Casa. Caso a CPI seja mesmo instalada, o que ainda não está certo, a comissão será formada por sete membros, que precisam ser indicados pelos líderes dos partidos.
A reportagem tentou falar com Leite por toda a tarde de ontem, mas foi informada de que o deputado estava fechado em uma reunião. A Folha, através de uma fonte na Assembléia, teve acesso ao teor do pedido formulado pelo deputado. Segundo o requerimento da CPI, o objetivo é investigar supostas irregularidades administrativas, financeiras, técnicas e sanitárias no porto, apurando denúncias de desaparecimento de soja, contratação de seguros, dragagem do canal, tempo de espera para embarque e presença de ratos nos silos.
Além de Leite, os deputados que assinaram o pedido, segundo a fonte da Folha, são Chico Noroeste (PL), Renato Gaúcho (PDT), Aílton Araújo (PTB), Marcos Isfer (PPS), Felipe Lucas (PPS), Luiz Nishimori (PSDB), Durval Amaral (PFL), Reni Pereira (PSB), Nelson Garcia (PSDB), Mauro Moraes (PL), Neivo Beraldin (PDT), Luiz Accorsi (PSDB), Ratinho Júnior (PPS), Barbosa Neto (PDT), Elio Rusch (PFL), Jocelito Canto (PTB) e Nelson Tureck (PSDB).
Na última segunda-feira Leite anunciou na tribuna da Assembléia a necessidade da CPI e ainda colocou um vídeo mostrando problemas do porto para justificar. Já na quinta-feira o superintendente do porto, Eduardo Requião, teve uma reunião com a base aliada, que é maioria, e convenceu os deputados de que não era necessário uma CPI. Isso, aparentemente, fez com que Leite recuasse. Porém, ontem, no auge da crise no porto, Leite protocolou o pedido.

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