CRISE - Xangai e EUA fazem mercados tremerem
Uma onda mundial de pessimismo afetou os mercados na semana passada, com quedas nas Bolsas algumas amargaram os piores fechamentos desde 11 de setembro de 2001. Foi dos EUA, e da China, que na terça-feira passada vieram as notícias que afundaram os mercados mundiais. A Bolsa de Xangai foi o estopim, quando fechou em baixa histórica de 8,8%. Os investidores temeram que o governo chinês anuncie uma nova rodada de medidas para deter o superaquecimento da economia chinesa.
A crise se agravou com a possibilidade de recessão nos EUA, alertada pelo
ex-presidente do Federal Reserve (banco central americano), Allan Greenspan. O pessimismo foi alimentado pela queda de indicadores importantes da economia norte-americana. As notícias tiveram o efeito de bomba nos mercados mundiais, no famoso efeito dominó. Na Inglaterra, a queda de 3,45%; na Argentina, o índice Merval derreteu 7,5%. Nos EUA, Wall Street recuou 3,29% e teve que restringir os negócios na praça para limitar as perdas. No Brasil, o Ibovespa recuou 6,67%.
A semana toda foi de instabilidade nos mercados. O nervosismo, segundo os analistas, traduz a expectativa dos investidores, que querem comprovar se a queda dos últimos dias foi passageira, como afirmam muitos economistas, ou se a tempestade pode ganhar ainda mais força. Muitos prevêem um longo período de volatilidade. Os investidores temem uma decepção este ano com os resultados financeiros das grandes empresas internacionais, por causa da elevação das taxas de juros e do aumento dos preços das matérias-primas.
Data em que ocorreu o maior ataque terrorista aos Estados Unidos, desencadeado por 19 terroristas que utilizaram aviões civis. Duas aeronaves colidiram com as torres gêmeas do World Trade Center, uma atingiu o Pentágono e outra aeronave foi derrubada na Pensilvânia antes de atingir o alvo. O ataque reivindicado pelo grupo Al-Qaeda, liderado por Osama Bin Laden, resultou em aproximadamente 3.200 mortes. Nesse dia, os mercados globais foram fortemente abalados pela ameaça do terror e de uma nova guerra mundial.
Declínio na taxa de crescimento da atividade econômica. Os principais indicadores são queda da produção, aumento do desemprego, diminuição das taxas de lucro e crescimento do número de falências e concordatas.
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