Curitiba - Cada vez mais a criatividade é um quesito fundamental para que as empresas ganhem competitividade no mercado. ''As empresas competem apenas por dinheiro e assim todo mundo sai perdendo'', disse a consultora da Unidade de Desenvolvimento de Soluções do Sebrae-PR, Paula Tissot. De acordo com o relatório bianual da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) de 2010, enquanto o comércio global sofreu uma queda de mais de 12% após a crise de 2008, a economia criativa teve um crescimento de mais de 14%.
Ela destacou que 75% do valor de um produto está no intangível que envolve não apenas a mercadoria em si, mas a marca, o design, o conceito, a reputação da empresa, o status que o produto oferece, os benefícios emocionais e o apelo à sustentabilidade. E tudo isso, deve ser oferecido de forma criativa.
Paula citou como exemplo as sandálias Melissa que, há alguns anos tinham preço bem acessível e, depois que a empresa investiu em design, um par deste calçado ganhou valor agregado. O mesmo, segundo ela, aconteceu com as Havaianas.
A criatividade, segundo ela, não está só ligada a criar um produto completamente novo, mas investir no intangível. E, segundo Paula, isso não é difícil. As inovações podem estar em uma nova forma de entregar um serviço para o cliente, no atendimento, no horário diferenciado e até na logística.
A dica tanto para o empregado, como para o empreendedor é fazer sempre algo diferente da rotina do dia a dia como ampliar o mapa mental e emocional em relação à própria cidade, ir a lugares e cursos diferentes, ir a apresentações de arte como dança, música e cinema. Isso tudo, diz ela, permite a pessoa ''fazer novas conexões mentais'' e ter novas ideias.
''A criatividade das pessoas não tem que ser inventada, mas desbloqueada'', destacou. Segundo ela, o papel das empresas é criar um ambiente propício à criatividade e que gere confiança e transparência. ''A empresa que tem pessoas criativas vai ter mais chances de inovar e ser mais competitiva'', disse.
O fundador da Escola de Negócios, Jean Sigel, disse que hoje a minoria das empresas tem estimulado o processo criativo. Para ele, é fundamental ter um ambiente propício à inovação que traga confiança aos funcionários e os permita tentar algo novo sem serem ameaçados.
Entre os hábitos que as pessoas podem adotar para desbloquear a criatividade, segundo ele, estão estimular a curiosidade; não ter medo de errar; sempre fazer perguntas no ambiente de trabalho; ouvir todas as ideias para fazer a seleção das melhores e usar a intuição.
Hoje a Escola de Criatividade e o Sebrae-PR promovem um curso em Curitiba sobre a importância das pessoas pensarem de forma criativa no auditório do Sebrae das 19 às 23 horas.

Imagem ilustrativa da imagem Criatividade é mola propulsora para ganhar competitividade
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